quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Israel diz que ONU reconhecer a Palestina será "quase afronta" à instituição



Israel até tentou, mas não conseguiu convencer o Brasil a não apoiar o reconhecimento do Estado palestino na Assembleia Geral da ONU na próxima semana, admite o cônsul-geral do país em São Paulo, Ilan Sztulman.
Em entrevista à Folha, ele também criticou o fato de seus aliados na Assembleia terem o mesmo peso de qualquer outro país. "Sempre vamos ter uma minoria".

Folha - Qual a expectativa de Israel em relação à votação para o reconhecimento do Estado palestino na ONU?



Ilan Sztulman - Esse movimento palestino de levar o assunto para a ONU é algo muito ineficiente e que não toca a raiz do problema. O Estado de Israel não se opõe, em princípio, à existência de um Estado palestino, mas sim à tentativa de criá-lo com uma decisão unilateral, sem falar conosco. É como se você quisesse reconciliar um casal que decidiu que vai resolver junto o problema com uma ordem de alguém de fora da família. A única forma de resolver o conflito Israel-palestinos é com negociações diretas. Essa declaração unilateral vai violar e destruir todo o processo que fizemos até hoje: os acordos de Oslo [1993], de Camp David [2000], o Mapa do Caminho [2002]. Os resultados podem ser muito negativos.



Para Israel, muda alguma coisa a Palestina se tornar Estado membro ou não-membro da ONU?


Não, a diferença é técnica, dentro do fórum da ONU. Mas, na minha opinião, vai ser quase uma afronta para o status de instituição da ONU reconhecer um estado que terá como ministros terroristas declarados, que nem reconhecem a ONU. E depois que a ONU reconhecer? Vai mudar alguma coisa no campo? Só vai deixar os palestinos mais frustrados, porque se eles não sentarem outra vez com o governo de Israel, não vai acontecer nada.




Os palestinos alegam que a partilha da Palestina, em 1947, levou apenas à criação de Israel, e que essa é a hora de reparar isso.

Os palestinos têm uma tendência a concentrar todas as negociações e os movimentos em 40 anos atrás, e ficar discutindo quem tem ou não razão. Nós não queremos entrar nessa dinâmica. Queremos sentar --estamos em 2011, com uma realidade formada no Oriente Médio. O nosso primeiro-ministro já declarou claramente que é a favor da existência de um Estado palestino ao lado de um Estado judeu. A questão é muito pragmática: querem fazer um Estado palestino? Então vamos sentar e negociar até sair o Estado.




Se Israel não se opõe ao Estado palestino, qual o problema de que ele seja reconhecido pela ONU?

Temos alguns assuntos que são básicos e que devem ser negociados. Nós queremos ter o direito de ser reconhecidos como o Estado do povo judeu. Em segundo lugar, queremos garantir que esse Estado [palestino] não será um novo Líbano ou uma nova Gaza, e que vai ameaçar a vida dos nossos cidadãos. Em terceiro, queremos o fim do Estado de guerra com os palestinos e o fim de todas as suas demandas. Não vamos poder aceitar dentro do Estado de Israel 3 milhões ou 4 milhões de refugiados que eles dizem que querem voltar.




O que atrapalha hoje a volta à negociação?

Temos todo o interesse na paz. Mas toda a vez que chegamos em uma encruzilhada, onde líderes palestinos precisam tomar decisão, eles nunca conseguem. Nós congelamos as construções para negociar e eles não vieram. A nossa mensagem é: deixem de lado esse lance de quem é a culpa e venham sentar conosco, sem pré-condições. Não somos mais crianças de jardim de infância para ir reclamar com alguém de fora sobre o que o outro fez.




Israel tentará algum movimento de aproximação com os palestinos até a Assembleia Geral?

O Estado da Palestina está metade pronto, temos laços econômicos com eles. Eles estão construindo uma cidade inteira, Rawadi, inclusive com a ajuda de Israel. Nós temos todo interesse econômico, político [no Estado palestino], imagina o que gastamos de segurança. Nós somos vizinhos nessa terra, o nosso destino é viver juntos, porque o Estado judeu vai continuar existindo e o Estado palestino --com a ajuda de Deus e um pouco mais de esperteza dos palestinos-- também vai acontecer.




Israel tem feito campanha para evitar a votação na ONU?

Tentamos convencer os nossos amigos, inclusive o Brasil. No último ano, tivemos a visita de dois vice-primeiros-ministros, da ministra da Agricultura, do ministro do Comércio, do ministro das Finanças, do rabino-chefe de Israel. Tudo isso faz parte não de uma campanha, mas de conversas entre amigos para tentar convencê-los a mudar a opinião. Acho que não conseguimos. O governo brasileiro já reconheceu o Estado palestino e vai provavelmente apoiar [o reconhecimento na ONU].

Também temos um ponto fraco na ONU porque cada país tem um voto na Assembleia Geral --não é segundo o tamanho, a importância ou a relevância do país, como no Conselho de Segurança. Ali sempre vamos ter uma minoria. E é muito difícil convencer quem está de fora, porque quando você está longe e não tem contato com esse mundo, a sua percepção é muito diferente.



Isso ocorre com o Brasil?

Não posso dizer que tem uma percepção incorreta, porque isso é subjetivo. Mas quando veem as coisas de perto, as pessoas mudam sua perspectiva, e por isso sempre convidamos os ministros e o governo brasileiro para visitar Israel. O governo brasileiro vê o assunto palestino, o assunto iraniano de forma diferente do que nós e os nossos amigos vemos. Nós não concordamos, mas isso não quer dizer não respeitamos sua posição e seus esforços de alcançar a paz.




Qual postura vocês esperam da presidente Dilma no discurso de abertura?

A nossa expectativa é que as nossas relações continuem se aproximando cada vez mais. Reabrimos um consulado em São Paulo que estava fechado há quase oito anos, e fizemos isso no governo Lula. Nossas relações comerciais estão crescendo cada vez mais. Nos últimos meses, tivemos vários eventos que tiveram brasileiros em Israel, como a visita do Roberto Carlos, uma visita de empresários de alto nível. Temos, como todos os bons amigos, pontos em que discordamos. Mas isso não quer dizer que não somos amigos.




As recentes ações de Israel contra a Turquia e o Egito causaram um isolamento diplomático?

Não. O que está acontecendo na Turquia e no Egito são processo sociais internos, como o que ocorre na Líbia, na Síria. Não tem nada a ver conosco.




Mas as reações nesses países foram em resposta a ataques de Israel que causaram mortes em um navio de bandeira turca e de soldados egípcios.

Nós achamos que não. A comissão da ONU, que não tinha nada a ver com Israel nem com os turcos, e chegou à conclusão de que Israel tinha o direito de fazer o cerco à Gaza, porque eles estão cometendo atos terroristas contra cidadãos israelenses, e que temos o direito legal de parar a entrada de armas. Os turcos também fomentaram essa flotilha, incentivaram.


Mas o fato de nós, com nosso direito legal, pararmos esse grupo --e, infelizmente, eles atacaram e nós reagimos-- é razão para acabar com todas as relações com o país? A mesma coisa com o Egito: nós não rompemos a relação. O que aconteceu [o ataque de manifestantes contra a embaixada israelense no Cairo] foi fruto de um grupo organizado, não do governo ou do povo egípcio. Esse grupo está interessado em criar um outro Oriente Médio, não está interessado em democracia. Você tem crises entre amigos, mas depois você senta e faz as pazes.


Fonte: UOL.COM

Assistência Social realizará Audiência Pública


Audiência Publica

A Prefeitura de Santo Antônio através da Secretaria Municipal de 
Assistência Social e Cidadania realiza Audiência Pública para
criação do criação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar.
O evento acontecerá próxima sexta-feira, dia16, na Escola Municipal
Maria Umbelino, a partir das 10h.



Fonte: SMAS

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Maior tempo do aluno na escola tem que ter projeto pedagógico, diz CNTE.



Brasília – Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, a proposta anunciada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, de ampliar o tempo de permanência da criança na escola precisava ser acompanhada de um projeto pedagógico sólido. Na avaliação dele, o mais adequado seria ampliar a jornada diária em vez de aumentar o número de dias letivos.
“Nós somos a favor da escola em tempo integral. Mas é preciso que você aumente esse tempo e a criança tenha efetivamente o que fazer na escola. Já tivemos experiências que não foram exitosas porque se ampliou o tempo sem uma proposta pedagógica de escola integral”, defendeu.
Atualmente a carga horária mínima para as escolas é 800 horas anuais, distribuídas em 200 dias letivos. Caso a proposta seja por esticar o calendário, Leão disse que será necessário levar em conta alguns aspectos da vida prática do professor como o período de férias.
“Em um primeiro momento, acho que o passo importante é a ampliação da jornada. Temos que saber [com o Ministério da Educação] como serão trabalhadas questões importantes para a nossa vida como o período de férias. No nosso entendimento, o período de férias pode ser de acordo com o calendário escolar, mas tem que ser contínuo e no mínimo de 30 dias”.

Fonte: Agência Brasil

TEORIA DA MEDIOCRIDADE: “Você começa a seguir alguém que considera genial e em poucos posts a pessoa se revela uma besta”.

14 de setembro de 2011 às 16:12h
"Tenho de reconhecer, sem falsa modétias, que sou assim um Eistein. Foto: Reprodução do site
Albert Einstein tenta explicar a falta de gênios nos tempos atuais. Em parte, as redes sociais são a culpadas. “Você começa a seguir alguém que considera genial e em poucos posts a pessoa se revela uma besta”, diz ele em seu blog.
Mas ressalta outros pontos: ninguém mais liga para grandes ideias. Além disso, há um “uso indiscriminado desse qualificativo”. O amor foi banalizado.
Einstein também faz um triste depoimento: ser gênio é bom só para o consumo dos outros. Confira o conteúdo completo em Blogs do Além.


 Dia desses, um artigo no New York Times me chamou a atenção. Também pudera, o texto tinha como ilustração aquela maldita foto onde apareço de língua de fora. Falo maldita porque na ocasião em que foi clicada, quis apenas estragar os instantâneos dos paparazzi que me importunavam, mostrando a língua a eles. O efeito foi o contrário. Acabei por alimentar ainda mais a imagem de gênio irreverente, distraído e não preso às convenções. Cristalizei o mito que nunca gostei de encarnar. Mas já não reclamo mais. Se isso anima as plateias, tudo bem. Com base nesse episódio, cheguei à seguinte formulação: Entretenimento é igual a mentira vezes casualidade ao quadrado. E= mC2.
Mas voltando ao artigo do NYT, nele Neal Gabler sustenta que as ideias não são mais o que eram antes. As atuais não incendeiam debates, não incitam revoluções nem alteram a maneira como vemos e pensamos o mundo. Há uma falta de gênios públicos. Gabler não acha que as mentes de hoje sejam inferiores às das gerações passadas. O problema não é de burrice. A questão é que ninguém dá a mínima para as grandes ideias. Prestamos atenção só naquelas que podem ser monetizadas. Daí o fascínio pelos empreendedores da web. Para Garber, a Era da Informação transformou todos em acumuladores de fatos e não em pensadores. Maldita internet.
Não discordo por completo do articulista. E acrescento outros aspectos. Em parte, a falta de gênios se deve às redes sociais. Você começa a seguir alguém que considera genial e em poucos postsa pessoa se revela uma besta. Não há mito que resista à proximidade e ao excesso de microfone. A exaltação aocrowdsourcing, modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet, também dilui a importância e a aparição das grandes cabeças. O problema do crowdsourcing é que ele não rende boas estátuas. Os parques não estão preparados para monumentos tão grandes. Além disso, o único gênio desses esquemas colaborativos é o cara que faz o grupo todo trabalhar de graça em seu benefício.
Outro fator que dificulta a identificação de gênios é o uso indiscriminado desse qualificativo. Chama-se de gênio o DJ de fim de semana, a segunda voz da dupla sertaneja, o sujeito que desenhou um novo furador de coco. Há até técnico de futebol, sem grande expressão, que atende pela alcunha de Geninho. O amor sofre do mesmo mal. Esse sentimento, antes elevado e raro, banalizou-se. Amam-se bolsas, cachorros, dietas e tablets. Não amo muito tudo isso.
Mas há uma questão que Glaber não considera. Ser gênio é bom só para consumo dos outros. Viver como um não é tão delicioso. Não falo só da dificuldade de se relacionar com as coisas mundanas e calçar as meias de uma mesma cor. A genialidade é uma anomalia, uma doença cujos sintomas externos enganam: fama, poder e admiração. No entanto, esse estágio, na maioria das vezes, só é alcançado depois da morte ou nos estertores da vida. Quando ela é precoce, se consume ou é consumida rapidamente. O gênio é visionário e como tal passa boa parte da sua carreira na incompreensão. As grandes mentes, em geral, são acompanhadas de obsessões, compulsões, manias e comportamento antissocial. A lista de perturbados pela sua própria genialidade é enorme. Bach, Munch, Michael Jackson, Kant, Santos-Dumont, Marlon Brando, Nietzsche, Van Gogh e Dostoievski, só para citar alguns.
Espero que o último parágrafo tenha lhe servido de consolo e faça você retornar ao Facebook aliviado e sem culpa.




Morre um grande brasileiro.


Expedito Parente

Morreu em Fortaleza cientista que inventou o biodiesel. 



Morreu nesta terça-feira, em Fortaleza, aos 70 anos, o cientista Expedito José de Sá Parente, inventor do biodiesel. Expedito Parente estava internado no Hospital São Carlos, após uma cirurgia de diverticulite (inflamação no intestino grosso) e morreu por complicações após a operação. O corpo será cremado na manhã desta quarta-feira, no cemitério Jardim Metropolitano.


Expedito Parente foi responsável pela primeira patente mundial da produção de biodiesel por meio da transesterificação, a partir de plantas oleaginosas. A tecnologia, pesquisada pelo cearense de modo pioneiro no final da década de 1970 e patenteada nos anos 1980, tardou a ser reconhecida no Brasil, tendo sido explorada no cenário internacional, o que rendeu a seu idealizador o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), do governo americano, de empresas como a Boeing e agências como a agência espacial americana (Nasa).Expedito Parente graduou-se na Escola Nacional de Química, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1965, obtendo o mestrado em Ciências da Engenharia Química no ano seguinte, também na UFRJ. Concluiu cursos de especialização em Tecnologia de Óleos Vegetais e em Engenharia de Óleos Vegetais, no Instituto de Óleos do Ministério da Agricultura, e em Tecnologia de Couros, na École Française de Tannerie, em Lyon, na França. Em 1967, Expedito Parente tornou-se professor assistente da UFC, em Fortaleza, passando a professor adjunto em 1975.Foi na UFC, no final da década de 1970, que desenvolveu o método de produção de biodiesel que viria a submeter ao Instituto nacional de Prioridade Industrial (INPI) em 1980, tendo sido garantida em 1983 a patente PI - 8007957 ("Processo de Produção de Combustíveis a partir de Frutos ou Sementes Oleaginosas"), a primeira no mundo para um processo de produção em escala industrial de biodiesel




Fonte: IG.COM