segunda-feira, 23 de julho de 2012

O fascinante mapeamento genético de espermatozóides de um único homem


Pela primeira vez, foi feito o sequenciamento de espermatozoides individuais. Depois de 10 anos de estudo e trabalho no laboratório do professor Stephen Quake, na Universidade de Stanford (EUA), quase 100 espermatozoides de um indivíduo normal, com descendência normal, tiveram seu código genético individual sequenciado e comparado com o código genético do seu doador.
Com este sequenciamento de DNA, os cientistas puderam avaliar pela primeira vez de forma empírica os efeitos do processo de recombinação genética, que acontece quando a célula está em meiose. Na meiose, uma célula diploide, ou seja, com duas cópias de cada cromossomo, emparelha os cromossomos e “embaralha” (recombina) suas partes, separando depois as mesmas e gerando duas células haploides, ou seja, que tem apenas uma cópia de cada cromossomo. Neste processo são formados os espermatozoides, e a recombinação garante que cada espermatozoide terá genes dos dois avós da futura criança que poderá ser gerada.
Até hoje a quantidade de recombinações não havia sido verificada, mas estimada por processos estatísticos. Com o mapeamento do genoma dos espermatozoides, os cientistas chegaram pela primeira vez em um número médio de recombinações: 23, valor surpreendentemente próximo do estimado.
Só que, se na média as recombinações são 23, em cada espermatozoide individual as coisas são mais complicadas. Na amostra sequenciada, foram encontrados até mesmo espermatozoides com cromossomos inteiros faltando, e isto em um indivíduo normal, saudável.
Além das recombinações, os cientistas também fizeram outra descoberta notável: os espermatozoides tinham entre 25 e 36 mutações de nucleotídeos que não estavam presentes no código genético do doador. Tanto as recombinações quanto as mutações são importantes fontes de variação genética; a primeira é responsável por deixar os novos indivíduos com uma mistura mais ou menos equilibrada dos genes de seus avós, e a segunda por acrescentar novas variações ausentes no código genético original. Entretanto, as mutações, se acontecerem em certas áreas do genoma, podem ser potencialmente prejudiciais.
Obviamente as células que tiveram seu genoma sequenciado foram destruídas no processo, e não podem ser utilizadas para gerar embriões, mas o estudo da frequência das mutações e as recombinações existentes podem lançar uma luz sobre o surgimento de problemas genéticos e de infertilidade.




Fonte: Hypscience.com

Ponto Nemo, o “meio do oceano” (literalmente)


Se algum dia você quiser ficar o mais longe possível da civilização (mas sem sair do planeta), anote estas coordenadas: 48°52.6′ sul, 123°23.6′ oeste. Elas o ajudarão a encontrar o Ponto Nemo, o local mais distante de qualquer continente ou ilha.
O nome, que não tem nada a ver com aquela célebre animação da Disney e da Pixar, é uma referência ao Capitão Nemo, do clássico Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne. Levando em conta a infinidade de ilhas que existem espalhadas pelo oceano e os contornos irregulares dos continentes, encontrar o Ponto Nemo foi uma verdadeira façanha, que só foi concretizada em 1992.
Naquele ano, o engenheiro e pesquisador Hrvoje Lukatela usou um programa de computador geospacial que ele mesmo havia criado, o Hipparchus, para localizar o ponto. Depois de muitos cálculos, descobriu que fica no sul do Oceano Pacífico, a 2.688 quilômetros de um grupo de três ilhas (Duci, Motu Nui e Maher).
Por ser tão remoto, provavelmente nunca foi visitado por alguém. Você se arriscaria?





Fonte: Hypscience.com

I Encontro sobre Políticas Culturais de Santo Antônio/RN


Este dia 20/07 foi muito especial, pois tivemos a oportunidade de passar uma manhã maravilhosa na companhia de diversos artistas de nossa cidade. Reunimo-nos no intuito de ingressarmos no caminho pela valorização de nossos fazeres e saberes culturais, demonstrando o desejo de manifestar nossa arte e divulgar o trabalho existente em nosso município. Pudemos nos conhecer mais de perto e começar discussões sobre Políticas Culturais que nortearão os interesses coletivos neste âmbito a nível local, que, por conseguinte, em meio à globalização e o avanço das Tecnologias de Informação e Comunicação, tomarão proporções maiores (estado, país, mundo).
Estiveram presentes representantes de variados segmentos de nossa cultura, como pintores, escritores, escultores, artesãos, artistas digitais, cordelistas, capoeiristas, coreógrafos, dançarinos, cantores, músicos, mestres de manifestações populares, bem como a participação de representantes do governo com a presença de pessoas de secretarias municipais, firmando apoio e garantindo assento no Conselho Municipal de Cultura.   
Esperamos que juntos possamos construir um futuro promissor para nossa rica cultura.


  







Extraído do blog santoantoniominhacidade

domingo, 22 de julho de 2012

Ricos brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais


A informação foi revelada este este domingo por um estudo inédito, que pela primeira vez chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore, sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos.
Economia
O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais.
O estudo cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.
Em 2010, o Produto Interno Bruto Brasileiro somou cerca de R$ 3,6 trilhões.

'Enorme buraco negro'

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais.
Henry estima que desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a "riqueza offshore não registrada" para fins de tributação.
A riqueza privada offshore representa "um enorme buraco negro na economia mundial", disse o autor do estudo.
"Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm ofrecendo este serviço"
John Christensen, diretor Tax Justice Network
Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como México, Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.
John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou à BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, pára enviarem seus recursos ao exterior.
"Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recuros", afirma.
"Isso aumentou muito nos anos 70, durante as ditaduras", observa.

Quem envia

Segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais.
"As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos", afirma Christensen. "No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo".
Chistensen afirma que no caso de México, Venezuela e Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos 70, embora "este seja um fenômeno de mais de meio século".
O diretor da Tax Justice Network destaca ainda que há enormes recursos de países africanos em contas offshore.



Fonte: BBC Brasil

sábado, 21 de julho de 2012

Presidente da Rússia sanciona adesão do país à OMC


MOSCOU, 21 Jul (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sancionou a lei de adesão do país à Organização Mundial do Comércio (OMC), completando uma campanha de 18 anos para unir a nação ao clube de regras comerciais, informou neste sábado o escritório de imprensa do Kremlin.
O senado russo havia aprovado a entrada do país na OMC no começo deste mês. A economia de 1,9 trilhão de dólares da Rússia, a nona maior do mundo, se tornará o 156o membro da OMC 30 dias depois da ratificação.


Fonte: Reuters Brasil