quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Gustavo Doré: por muitos, o maior desenhista/ilustrador de todos os tempos

Paul Gustave Doré (Estrasburgo, 6 de janeiro de 1832 — Paris, 23 de janeiro de 1883) foi um pintor, desenhista e o mais produtivo e bem-sucedido ilustrador francês de livros de meados do século XIX. Filho de um engenheiro, começou a desenhar já aos treze anos suas primeiras litogravuras* e aos catorze publicou seu primeiro álbum, intitulado “Les travaux d’Hercule”. Aos quinze anos engajou-se como caricaturista do “Journal pour rire”, de Charles Philipon. Neste mesmo ano – 1848 – estreou no Salão com dois desenhos a pena.

Em 1849, com a morte do pai, já reconhecido apesar de contar apenas dezesseis anos. Passa a maior parte do tempo com a mãe. Em 1851 realiza algumas esculturas com temas religiosos e colabora em diversas revistas e com o “Journal pour tous”.
Em 1854 o editor Joseph Bry publica uma edição das obras de Rabelais, contendo uma centena de gravuras feitas por Doré. Entre 1861 a 68 realiza a ilustração de A Divina Comédia, de Dante Alighieri.
Com aproximadamente 25 anos, começou a trabalhar nas ilustrações de O Inferno de Dante. Em 1868, Doré terminou as ilustrações de O Purgatório e de O Paraíso, e publicou uma segunda parte incluindo todas as ilustrações de A Divina Comédia.
Sua paixão eram mesmo as obras literárias. Ilustrou mais de cento e vinte obras, como os Contos jocosos, de Honoré de Balzac (1855); Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes (1863); Fábulas de La Fontaine; O Paraíso Perdido, de Milton; Gargântua e Pantagruel, de Rabelais; O Corvo, de Edgar Allan Poe; a Bíblia; A Balada do Velho Marinheiro, de Samuel Taylor Coleridge; contos de fadas de Charles Perrault, como Chapeuzinho Vermelho, O Gato de Botas, A Bela Adormecida e Cinderela, entre outras obras–primas. Ilustrou também alguns trabalhos do poeta inglês Lorde Byron, como As Trevas e Manfredo.

Gustave Doré morreu aos 51 anos, pobre, pois todo o dinheiro que havia ganho com o seu trabalho foi utilizado para quitar diversas dívidas, deixando incompletas suas ilustrações para uma edição não divulgada de Shakespeare, entre outros trabalhos.

Veja alguns dos seus magníficos trabalhos
Dom Quixote
Chapeuzinho vermelho



Referências

Wikipédia
Vinteeum.com/ilustrações

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Celular provoca modificaçõe biológicas, informa relatório

A exposição às ondas eletromagnéticas pode provocar modificações biológicas sobre o corpo, mas os dados científicos disponíveis não evidenciam efeitos comprovados sobre a saúde, afirma a Agência Nacional de Saúde (Anses) da França em um relatório divulgado nesta terça-feira (15).
Apesar de provocar modificações biológicas, as ondas eletromagnéticas provenientes do celular não têm efeito sobre a saúde do usuário, segundo estudos já realizados. (Foto: Rick Wilking/Reuters)
A Anses não considera necessário modificar a regulamentação que fixa os níveis limites, mas recomenda evitar a exposição às ondas, em particular os telefones celulares, sobretudo em crianças e usuários intensivos.
O documento foi elaborado por um grupo de 16 especialistas. Eles revisaram mais de 300 estudos científicos publicados em todo o mundo desde 2009, data do relatório anterior da agência sobre o tema.
As dúvidas sobre os efeitos para a saúde das ondas eletromagnéticas se multiplicam à medida que novas tecnologias sem fio entram no mercado, e particularmente com a chegada do 4G.
As novas tecnologias podem, potencialmente, aumentar a exposição da população em geral, com novas antenas ou novos aparelhos (smartphones de última geração, tablets, etc), sintetiza a Anses.
"As conclusões não evidenciaram efeitos comprovados para a saúde, mas demonstram, com níveis de prova limitados, que há diferentes efeitos biológicos", completa a agência.

Fonte: G1.globo.com - 15/10/2013  -  08h07

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Celulares poderão ser usados para movimentações financeiras e fazer compras

Brasília – A partir de agora, qualquer cidadão, inclusive os que não têm conta bancária, poderão receber benefícios de programas sociais, pagar contas, fazer compras ou receber créditos pelo celular. A nova regra, publicada ontem (10) no Diário Oficial da União, inclui essa ferramenta no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que dá suporte à movimentação financeira entre agentes econômicos e permite a transferência de recursos, além de processar e liquidar pagamentos.
Com isso, o celular poderá ser usado como se fosse um cartão de banco. “Com um celular na mão, as pessoas poderão fazer toda a movimentação do recebimento do benefício até o débito no comércio local, da mesma maneira que hoje operam quando colocam créditos nos celulares pré-pagos”, explicou o senador Walter Pinheiro (PT-BA), autor do projeto original.
Segundo o senador, a medida beneficiará a qualquer pessoa, mas será mais vantajosa para as que estão fora do sistema bancário, proporcionando a elas as facilidades do uso do aparelho móvel para pagamentos e movimentações financeiras. “É o caso dos beneficiados pelo programa Bolsa Família e dos aposentados do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], que, muitas vezes, precisam de deslocar até cidades vizinhas para encontrar uma agência bancária”, explicou.
Além disso, aqueles que não têm contas bancárias poderão receber crédito e fazer compras pelo celular. Também será possível movimentar subvenções econômicas, como a destinada a produtores da safra 2011/2012 de cana-de-açúcar e de etanol da Região Nordeste, afetados por condições climáticas adversas.

Fonte: Agência Brasil
Agência Brasil

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

UERN: Curso de Direito da UERN em Nova Cruz tem nota 3 de acordo com o ENADE

O Ministério da Educação disponibilizou na segunda-feira (7), os resultados dos cursos de instituições que participaram do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE).
Segundo os dados publicados no jornal De Fato de Mossoró, dos cursos avaliados nas instituições públicas, tiveram desempenho insatisfatórios apenas os cursos de Ciências Econômicas oferecidos pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), oferecido em Mossoró, Assú, Umarizal e Pau dos Ferros. Nas três primeiras cidades, obteve média 2 e, na última, média 1.
A Uern teve apenas um curso com nota 5 – Direito, no campus avançado de Natal. Esse curso em Mossoró obteve média 4 e, em Nova Cruz, 3.
Por Luclecio Lima para o NovaCruzOficial

Fonte: novacruzoficial

sábado, 5 de outubro de 2013

Natal - RN: O Passe Livre de hoje e o soviete de Natal de 1935

Pelo país inteiro circulavam boatos de um iminente levante nos quartéis promovidos pela gente de Luís Carlos Prestes. Este viera clandestinamente de Moscou e se instalara no Rio de Janeiro para coordenar a revolução programada para os fins de 1935. Uma revolução comunista absolutamente original, pois dispensava a participação popular. A vanguarda era composta por capitães, tenentes, sargentos e cabos que aderiam mais pelo prestígio de Prestes e pelo gosto pela desordem que desde 1922 assolava as casernas brasileiras.
Quase ninguém tinha mínima ideia do que era marxismo, talvez com exceção do capitão Agildo Barata, então preso no cassino dos oficiais no 3º RI da Urca, no Rio de Janeiro.
O intento, todavia, começou em Natal (RN), situada há 2,6 mil quilômetros ao norte da capital federal. O motivo para a insurreição do 21º batalhão de caçadores, no dia 23 de novembro, num sábado à noitinha, foi o recebimento de uma mensagem errada. Prestes foi pego de surpresa, mas não o governo de Getúlio Vargas, que de tudo sabia graças a um infiltrado.

O peculiar do amotinamento é que ele foi feito por sargentos, cabos e praças. A notícia logo se espalhou pela capital potiguar fazendo com que o governador Gurjão, do Rio Grande do Norte, e o prefeito escapassem. Em minutos sumiram as autoridades. Com o chefe de policia preso pelos rebeldes, Natal ficou ao deus-dará.
Para fazer às vezes de algum mando, formaram um Comitê Popular Revolucionário com o sapateiro Praxedes, um sargento-músico, o Quirino que liderara o quartelaço, dois funcionários e, claro, um estudante de nome João Galvão. Ninguém tinha a mínima ideia do que fazer a não ser enviar três colunas, uma para o Recife, outra para Mossoró e a outra para Caicó, no sertão.

Três coisas então se deram: o "confisco" do dinheiro do Banco do Brasil, o assalto e a pilhagem das lojas na avenida Tavares Lira pela miuçalha destravada e eufórica e os passeios de bonde, devido à recente lei do passe livre. "Era um carnaval exaltado", disse Hélio Silva sobre o levante.

 O singular deste episódio, que durou quatro dias, os únicos de um governo comunista em toda história do Brasil – o soviete de Natal –, é que quem precisava do elétrico para ir trabalhar, o pessoal do bairro Rocas, não conseguia lugar. Sem ter o que fazer, estudantes, desempregados e os desocupados de sempre passavam o dia inteiro dentro deles, indo de um fim-de-linha a outro. Operários, portuários, estivadores, costureiras, lojistas, enfim, o pessoal que tinha de estar no batente, nunca conseguiu, naqueles dias de folia vermelha, nem fresta nos vagões abarrotados.

 As fotos mostram os veículos atulhados de populares como se fossem cachos de uva, até no teto tinha gente. Como se viu recentemente no Brasil, os fantasmas do sapateiro José Praxedes e dos rebeldes de Natal, com o sargento Quirino à frente, quase oito décadas depois, resolveram novamente vir a levantar a bandeira do "passe livre".


Voltaire Schilling
Fonte: Educaterra


Bibliografia

Cortez, Luiz Gonzaga. A Revolta Comunista de 1935 em Natal - Relatos de Insurreição que gerou o primeiro soviete nas Américas. Natal, RN
Costa, Homero de Oliveira. A Insurreição Comunista de 1935 – Natal, o primeiro Ato da Tragédia. Natal, RN - s/d.
Lopez, Ivanaldo. Natal do Meu tempo. Natal, Cia. Editora do RN - CERN, 1985.
Oliveira Fº, Moacyr. Praxedes: Um Operário no poder. A Insurreição de 1935 vista por dentro Rio de Janeiro, Alfa-ômega, 1985.
Silva, Hélio. 1935. A Revolta Vermelha. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira. 1969.