quarta-feira, 17 de junho de 2026

Arraiá da Escola Estadual Alexandre Celso Garcia - 2026



Arraiá da Escola Celso Garcia em Santo Antônio - RN

Data: 19/06/2026 – Horário: 16hs

A comunidade escolar e toda a população estão convidadas para prestigiar nossa tradicional Festa Junina! Será um momento de muita alegria, cultura e integração, com deliciosas comidas típicas, pescaria, jogos, brincadeiras e apresentações dos alunos. Venha celebrar conosco essa linda tradição, reunir a família e viver um dia repleto de diversão e animação. Esperamos por você!



sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Eólica RN: ABEEólica teme veto à MP 1304 e alerta para impacto no RN

 

                                      Aerogeradores de energia eólica em São Miguel do Gostoso (RN).Foto: Felipe Gibson/G1


Maior produtor de energia eólica do Brasil, o Rio Grande do Norte acompanha com preocupação o desfecho da Medida Provisória 1.304/2025, que aguarda sanção presidencial e redefine pontos centrais do setor elétrico. O Estado responde por cerca de 30% da geração eólica nacional e é considerado um dos principais polos de investimentos em energia renovável do país. Em coletiva realizada nesta sexta-feira (14), representantes da indústria afirmaram que um eventual veto ao artigo 1A — dispositivo que estabelece as diretrizes de ressarcimento pelos cortes de geração (curtailment) — colocaria o setor em risco e aprofundaria os impactos já sentidos no RN.

A preocupação ganhou força após a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum, afirmar ter ouvido “ruídos” de que o dispositivo poderia ser vetado. Segundo ela, sem o artigo 1A o setor não terá condições de absorver as perdas acumuladas com os cortes de geração. “A indústria de energia renovável, eólica e solar, não vai suportar o fato de a gente não trazer uma solução para o curtailment. A solução está na MP. Nós ouvimos um ruído de que o presidente vetaria o artigo 1A, e sem esse dispositivo a indústria não vai suportar”, declarou.

A fala foi reforçada por fabricantes e investidores presentes na coletiva. Elbia lembrou que os projetos do setor são de longo prazo — com investimentos estruturados para 10 a 15 anos — e que a retirada do dispositivo comprometeria a previsibilidade necessária para novos aportes.

Durante a coletiva, Francisco Silva, diretor técnico regulatório da ABEEólica, detalhou os números relacionados ao mecanismo de compensação. Segundo ele, hoje existe um valor de R$ 3,8 bilhões registrado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) como montante devido pelos geradores. Por outro lado, o prejuízo acumulado com cortes de geração chega a R$ 2,8 bilhões, que seria o valor a ser ressarcido aos empreendimentos. O encontro de contas deixaria R$ 1 bilhão de saldo na CCEE.

De acordo com a explicação, esse valor final evitaria repasse às tarifas no próximo ano.

 

Narrativa “equivocada” sobre impacto ao consumidor

Elbia classificou como equivocada a narrativa de que a MP criaria uma “conta de R$ 7 bilhões” aos consumidores. Segundo ela, o valor real é de R$ 2,8 bilhões — e não seria repassado às tarifas porque seria absorvido pela conta de ressarcimento da CCEE. “Não é verdade que o consumidor vai pagar uma conta de R$ 7 bilhões. É uma conta de R$ 2,8 bi, e não vai para a tarifa”, disse.

A presidente da ABEEólica alertou ainda que a retirada do artigo 1A inviabilizaria o setor. Segundo ela, isso afetaria diretamente regiões onde a energia renovável é mais presente, especialmente no Nordeste, que concentra a maior parte dos investimentos.

“Sem o dispositivo 1A, a indústria de renováveis brasileira vai falir. Toda a discussão que estamos fazendo sobre um país comprometido com a transição energética perde sentido. Estou falando aqui também para uma enviada especial do governo: meu papel é engajar o setor privado, trazer investimento e fazer esse país crescer. Mas isso é impossível sem um sinal regulatório adequado — não podemos colocar sobre os investidores custos que não são cabíveis. Que sinal estamos dando ao investidor que chega ao Brasil querendo ajudar essa economia a crescer e contribuir para que o país lidere a transição energética?”, questionou.

Expectativa pela sanção

A MP 1304 estabelece limites para os recursos arrecadados para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e propõe a contratação de usinas hidrelétricas de até 50 MW. Além disso, a medida define condições para o acesso e comercialização do gás natural da União, buscando melhorar a eficiência e reduzir custos no setor.

O setor aguarda a decisão final da Presidência da República nos próximos dias e defende que o texto seja sancionado integralmente para garantir segurança jurídica e evitar perdas para estados líderes em energia renovável, como o RN.



Fonte: Tribuna do Norte

Fonte da imagem: Aerogeradores de energia eólica em São Miguel do Gostoso (RN). — Foto: Felipe Gibson/G1


 

 

 

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

O CRUZEIRO DAS LAGES: Padre Cerveira: Fé, Tragédia e Memória em Santo Antônio/RN

 

Cruzeiro das Lages. Sítio Lages em Santo Antônio/RN

 

O Padre José Luiz Cerveira foi uma figura singular e marcante na história religiosa e social da região de Santo Antônio, no Rio Grande do Norte. Homem de fé inabalável, sacerdote dedicado e profundamente convicto de suas obrigações espirituais, era também reconhecido como um homem culto, instruído e respeitado por sua comunidade. No entanto, o destino lhe reservaria um episódio trágico, permeado por tensões, disputas e um desfecho doloroso que marcaria para sempre a memória local.

Mesmo ciente de seus deveres religiosos e dos princípios cristãos que regem a prudência e o perdão, o Padre Cerveira acabou se envolvendo em uma querela desnecessária e perigosa com vizinhos de terra, nas redondezas de Lajes — então um distrito pertencente à vila de Santo Antônio. Tal contenda, movida por questões de posse e limites de propriedade, acabaria por conduzi-lo a uma senda de risco, conduzindo-o, pouco a pouco, à sua ruína pessoal e física.

Aqueles que estudam ou relatam o ocorrido compreendem que o episódio reflete a ignorância e as tensões que imperavam no início do século XX, época em que o Brasil ainda era marcado por disputas de terras, ausência de justiça organizada e por um sistema social fortemente baseado na honra e na autoridade pessoal. Assim, o desenlace desse conflito não poderia ter sido diferente: um incidente de proporções trágicas e devastadoras para a recém-fundada vila de Santo Antônio.

Segundo alguns registros preservados e mesclado pelo senso comum de Santo município de Santo Antônio, o crime hediondo ocorreu em 25 de fevereiro de 1904, conforme documentos e relatos orais mantidos por membros da própria vila, na época. O relato descreve os acontecimentos de maneira clara e contundente:

“O Padre Cerveira se dirigiu com destino a Lajes, distrito de Santo Antônio, a fim de mandar derrubar um cercado que havia sido construído por Joaquim Clemente, com madeira retirada de uma mata pertencente ao sacerdote. O Padre foi acompanhado por diversos trabalhadores. Ao chegarem ao local, apareceram Joaquim Clemente e seus dois filhos, Joaquim e João. Um dos filhos pediu ao sacerdote que não mandasse derrubar a cerca. Como o Padre não atendeu à solicitação, o rapaz desferiu-lhe uma facada no estômago, derrubando-o do cavalo em que estava montado. Como se isso não bastasse, os três se precipitaram sobre o sacerdote, golpeando-o diversas vezes com suas facas. O Padre expirou imediatamente. Um dos presentes, afilhado e amigo do vigário, tentou socorrê-lo, mas foi igualmente assassinado pelos agressores.”

O crime chocou toda a população local. O assassinato brutal de um homem de Deus — símbolo da fé e da orientação espiritual da comunidade — foi interpretado como uma mancha na história da jovem vila. A repercussão do fato ultrapassou as fronteiras do município e se espalhou por outras localidades do Rio Grande do Norte e da Paraíba, tornando-se um dos episódios mais comentados da época.

Segundos relatos o Padre José Luiz Cerveira era português de nascimento, natural de uma das regiões rurais do norte de Portugal, e havia chegado ao Brasil ainda jovem. Além de sacerdote, exercia também a profissão de médico homeopata, aplicando o sistema criado por Samuel Christian Friedrich Hahnemann, médico alemão considerado o fundador da homeopatia. Em sua paróquia, o padre empregava tanto os princípios da medicina natural quanto técnicas hidroterápicas, realizando curas notáveis em diversas pessoas humildes e carentes de recursos. Seu trabalho, movido pela compaixão e pela fé, lhe granjeou o respeito e a admiração da comunidade. Era, ao mesmo tempo, pastor de almas e curador de corpos.

Contudo, a convivência entre vizinhos, em uma época de escassa regulamentação fundiária e forte apego à posse da terra, nem sempre era pacífica. As terras em torno de Santo Antônio, como em muitos outros lugares pelo Brasil, eram disputadas com ardor, e o episódio que levou à morte do Padre Cerveira foi fruto direto dessa realidade social. Pequenas divergências, inflamadas pelo orgulho e pelo sentimento de propriedade, tornaram-se combustível para a tragédia.

Após o assassinato, os criminosos foram capturados imediatamente, mas a dor e o espanto causados pelo crime deixaram marcas profundas. O corpo do Padre Cerveira foi velado sob grande comoção popular, e seu funeral foi acompanhado por uma multidão silenciosa e consternada. A igreja local tornou-se, naquele momento, o ponto de convergência das orações e lamentos de toda a comunidade, que via na morte do sacerdote um sinal da decadência moral e da violência que, por vezes, manchavam a vida sertaneja.

Com o passar dos anos, o episódio ganhou contornos quase lendários. A história do Padre Cerveira atravessou gerações, sendo contada e recontada por anciãos, professores e religiosos, sempre com o mesmo misto de respeito e temor. No local exato onde o crime ocorreu, foi erguido um cruzeiro — um monumento simples, mas profundamente simbólico. Hoje, embora esquecido por muitos e carente de cuidados, o cruzeiro ainda se mantém ereto, guardando em silêncio a memória daquele dia fatídico. Ele se ergue como testemunho de fé, dor e lembrança de um tempo em que o sagrado e o profano se misturavam nas veredas do sertão.

Atualmente, uma das ruas mais conhecidas da cidade de Santo Antônio leva o nome do padre: Rua Padre Cerveira, anteriormente chamada de Rua do Motor. Essa homenagem representa um gesto de reconhecimento da comunidade pela importância histórica e espiritual de seu antigo vigário.

Rua Padre Cerveira


Segundo relatos do antigo proprietário das terras onde o crime ocorreu, o senhor Luiz Maia (já falecido), o local ainda é visitado com frequência por devotos, religiosos e curiosos vindos de várias cidades do Rio Grande do Norte e da Paraíba — e até de outros estados. Muitos deles levam ao cruzeiro pequenos objetos simbólicos: terços, muletas, imagens de santos, velas, bilhetes e relíquias diversas. Esses gestos, segundo os visitantes, são expressões de gratidão por bênçãos e graças alcançadas através da intercessão espiritual do Padre Cerveira, cuja memória ainda inspira fé e devoção.

É impressionante perceber como a lembrança de um homem pode atravessar o tempo e continuar viva mesmo mais de um século após sua morte. O Padre José Luiz Cerveira, apesar de ter sido vítima de uma violência absurda, permanece presente no imaginário coletivo como símbolo de coragem, fé e dedicação ao próximo. Sua história não é apenas um relato policial ou uma curiosidade histórica: é um fragmento essencial da formação moral e religiosa da região.

Na minha opinião, o local onde o sacerdote foi martirizado merecia um cuidado maior por parte das autoridades e dos fiéis. Seria justo que ali fosse erguida uma pequena capela, um espaço sagrado destinado à oração, à reflexão e à preservação da memória. Além disso, o acesso ao local poderia ser melhorado, permitindo que os peregrinos, vindos de diversas regiões, possam visitar o cruzeiro com mais segurança e conforto. Um gesto simples como esse serviria não apenas como homenagem a um homem que dedicou a vida à fé e ao bem comum, mas também como valorização da história religiosa e cultural de Santo Antônio.

Preservar a memória do Padre Cerveira é preservar parte da alma de nosso povo. Sua trajetória — de missionário, médico, guia espiritual e mártir local — deveria inspirar as novas gerações a compreenderem a importância da fé, da justiça e do respeito ao próximo. Visitar o cruzeiro erguido em sua homenagem é mais do que um ato de curiosidade: é um mergulho na história viva do sertão, um convite à reflexão sobre os valores que moldam a humanidade.

Vale a pena conhecer esse espaço sagrado, não apenas por sua beleza singela, mas, sobretudo, pela força espiritual que emana de suas pedras e memórias.


Obs! A propriedade onde fica o local do cruzeiro, hoje em dia, pertence ao senhor João Maria!


Por: Claudianor Dantas. Geógrafo e Bacharel em Ad. Pública


Produzi essa matéria a mais de 10 anos. A pedidos, resolvi republicar de maneira mais detalhada.



sábado, 1 de novembro de 2025

ASPÉCTOS GEOGRÁFICOS E HISTÓRIA DE SANTO ANTÔNIO/RN


História

Nas redondezas da região agreste do Estado, existia uma pedra rachada ao meio, com uma fenda medindo aproximadamente, três metros. Segundo a lenda, uma onça foi ferida mortalmente em pleno salto por um caçador, surgindo assim à denominação Salto da Onça.

A organização de um povoamento na área teve início de fato em 1850, quando Ana Joaquina de Pontes, pernambucana, comprou de Florêncio da Costa Palma uma propriedade, estabelecendo-se lá com sua família.

Como fundadora do povoado Salto da Onça, Ana Joaquina de Pontes participou efetivamente do seu desenvolvimento, fortalecendo a atividade agrícola, dinamizando as atividades comerciais com a criação da feira local, construindo casas e doando patrimônio à capela de Nossa Senhora da Conceição.

Por ocasião da celebração da primeira missa, o Vigário de Goianinha, padre Manoel Ferreira Borges, mudou o nome do povoado para Santo Antônio, mas a população estabeleceu outra denominação, Santo Antônio do Salto da Onça unindo história e religiosidade.

O Decreto número 32, de 5 de julho de 1890, criou o município de Santo Antônio, que deixou de pertencer a Goianinha. Em menos de um ano, o Decreto número 102, de 31 de março de 1891, tornou sem efeito a criação do município. Em 8 de janeiro de 1892, por força do Decreto número 6, Santo Antônio voltou a ter autonomia, sendo restaurada sua merecida condição de município do Rio Grande do Norte.


CARACTERIZAÇÃO FÍSICA

Localização, Área, Altitude da Sede, Distância em Relação à Capital e Limites

Coordenadas Geográficas: latitude: 6º 18’ 38” Sul

longitude: 35º 28’ 44” Oeste

No Google Earth: Digitar na área de procura da seguinte maneira:

s6 18 38 w35 28 44

Área: 301,0,82 km², equivalente a 0,57% da superfície estadual.

População no último censo 22.177 pessoas  [2022]

Densidade demográfica 73,66 hab/km² [2022]

População estimada 22.793 pessoas[2025]

Altitude da Sede: 92 metros

Distância em Relação à Capital: 70 km

Limites: Norte – Serrinha, Lagoa das Pedras e Passagem

Sul – Nova Cruz e Lagoa d’Anta

Leste – Passagem, Várzea e Brejinho

Oeste – Serrinha, Lagoa d’Anta e São José de Campestre


Hidrografia

 

Hidrogeologia:

Aqüífero Cristalino - engloba todas as rochas cristalinas, onde o armazenamento de águas subterrâneas somente se torna possível quando a geologia local apresentar fraturas associadas a uma cobertura de solos residuais significativa. Os poços perfurados apresentam uma vazão média baixa de 3,05 m³/h e uma profundidade de até 60 m, com água comumente apresentando alto teor salino de 480 a 1.400 mg/1 com restrições para consumo humano e uso agrícola.

Aqüífero Aluvião - apresenta-se disperso, sendo constituído pelos sedimentos depositados nos leitos e terraços dos rios e riachos de maior porte. Estes depósitos caracterizam-se pela alta permeabilidade, boas condições de realimentação e uma profundidade média em torno de 7 metros. A qualidade da água geralmente é boa e pouco explorada.

Hidrologia:

O município encontra-se com 100% do seu território inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Jacú. Rios Principais: Jacu.

Riachos Principais: Umbuzeiro, Baixio, Pai Domingos, do Prego, Salgado, da Várzea, Jacumirim de Baixo, Macacos.

Lagoas: do Bola, das Panelas, do Saco, do Gravatá, Redonda, Capim-Açú, das lages, do Catolé, da Quixaba, da Lama, do Espeto, das Cobras, Timbaúba, entre outras.

Açudes com Capacidade de Acumulação Superior a 100.000 m3: Inexistente.


Relevo

Serra da Micaela

De 50 a 200 metros de altitude.

Depressão sub-litorânea - Terrenos rebaixados, localizados entre duas formas de relevo de maior altitude. Ocorre entre os Tabuleiros Costeiros e o Planalto da Borborema.

Vegetação

Caatinga Hipoxerófila - vegetação de clima semi-árido, apresenta arbustos e árvores com espinhos e de aspecto menos agressivo do que a Caatinga Hiperxerófila. Entre outras espécies destacam-se a catingueira, angico, juazeiro, braúna, marmeleiro, mandacaru, umbuzeiro e aroeira.

Clima

Tipo: clima muito quente e semiárido.

Precipitação Pluviométrica Anual (2007): normal: - 798.4

Observada: 936.1. Desvio: 138.1(mm)

Período Chuvoso: março a julho

Temperaturas Médias Anuais: máxima: 32,0 °C; média: 25,6 °C; mínima: 21,0 °C

Umidade Relativa Média Anual: 74%

Horas de Insolação: 2.400.


Solos

Solos predominantes e características principais:

Planossol Solódico - fertilidade natural alta, textura argilosa e arenosa, relevo suave ondulado, imperfeitamente drenado, raso.

Uso: Estes solos são utilizados, principalmente, com pecuária e em pequenas áreas com milho, algodão e feijão consorciados, além de sisal e palma forrageira. Seu aproveitamento racional

com pecuária requer melhoramento das pastagens e intensificação da palma forrageira. A irrigação nestes solos é problemática, devido à pequena profundidade, problemas de manejo e considerável teor de sódio trocável.

Destacam-se as culturas do milho, feijão, batata e mandioca.

Aptidão Agrícola: regular para pastagem plantada e apta para culturas ciclo longo, (algodão arbóreo, sisal, caju e coco).

Sistema de Manejo: médio nível tecnológico. As práticas agrícolas dependem do trabalho braçal e da tração animal com implementos agrícolas simples.


Aspectos Geológicos e Geomorfológicos

Geologicamente o município caracteriza-se por dois tipos de terrenos, Embasamento Cristalino e as Coberturas Colúvio-Eluviais. O Embassamento Cristalino aflora na porção sul da área nas partes mais baixas, nos vales dos principais rios sendo representa por migmatitos, gnaisses, anfibolitos, xistos, granitos e anfibolitos de Idade da Pré-Cambriana Média (1.100 - 2.500 milhões de anos). Enquanto as coberturas Eluvio-coluviais (paleocascalheiras), ocupando a porção norte, nas partes topograficamente mais altas do município, são caracterizadas por espessos solos arenosos, lixiviados e inconsolidados, Idade Quaternária, que tiveram origem pelo intemperismo atuante sobre as rochas do grupo Barreiras. Geomorfologicamente predominam formas tabulares de relevos, de topo plano, com diferentes ordens de grandeza e de aprofundamento de drenagem, separados geralmente por vales de fundo plano.

Recursos Minerais Associados

Complexo Gnáissico-Migmatítico - rocha ornamental especialmente migmatitos utilizado em piso e revestimento; brita e rocha dimensionada utilizada para construção civil.

Grupo Barreiras e Paleocascalheiras - cascalho, material utilizados para construção civil; seixos e calhaus de calcedónia, utilizada em artesanato mineral e em moinhos de bolas, agua mineral, utilizada para o consumo humano.

Sítio Natural

Nesta bacia destaca-se o sítio natural da Fazenda Germânia, com presença de fósseis de mamíferos.


Fonte: exceto as imagens

SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS – SEMARH INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E MEIO AMBIENTE DO RIO GRANDE DO NORTE – IDEMA.



O NATAL DE JESUS. "1º Encontro dos Espíritas e Amigos na cidade de Santo Antônio/RN


É com imensa alegria e gratidão que convidamos você para participar do "1º Encontro dos Espíritas e Amigos em Santo Antônio do Salto da Onça", um evento especial que traz como tema “O Natal de Jesus”. Nesta celebração fraterna, teremos uma palestra cantada com Tânia Soares e Wallyson Santos, unindo música e reflexão em um momento de luz, emoção e aprendizado espiritual. Será uma oportunidade única para renovar nossos sentimentos de fé, solidariedade e amor ao próximo, inspirados na mensagem sublime que o nascimento de Jesus representa para a humanidade.

Convidamos todos os corações a se unirem nessa manhã de paz e esperança, celebrando o verdadeiro espírito natalino. A entrada é gratuita e todos são bem-vindos! Quem desejar, poderá contribuir com a doação de 1kg de alimento não perecível, gesto simples que simboliza a partilha e o amor cristão.

O encontro acontecerá no domingo, 23 de novembro de 2025, às 9h da manhã, no local do Cursinho de Português (Prof.ª Liana Lemos), Rua 13 de Maio, 81 – Centro – Santo Antônio/RN.

Para confirmar presença, entre em contato pelo WhatsApp (84)9 9987-8534. Venha celebrar conosco o Natal de Jesus em um encontro de paz e fraternidade!

 

Professora Liana Lemos