terça-feira, 2 de abril de 2013

Dilma anuncia ampliação de medidas para combater os efeitos da seca no Semiárido


A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (20), em Fortaleza, durante a 17ª reunião ordinária do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a ampliação de medidas emergenciais para reduzir os impactos negativos causados pela estiagem, considerada a pior dos últimos 50 anos. Entre as iniciativas está o aumento da oferta de água por meio de carros-pipa e a construção de cisternas. Segundo ela, as medidas emergenciais apresentadas pelo governo desde o início da seca devem chegar a R$ 9 bilhões.

Segundo a presidenta, a frota responsável pela distribuição de água, operação coordenada pelo Exército que atualmente conta com 4.746 carros-pipa em 777 municípios, será ampliada e chegará a 6.170 carros-pipa. “Ao mesmo tempo, daremos condições para o Exército melhorar toda sua estrutura logística aqui na Região Nordeste, nas suas bases operacionais, tendo em vista não só uma maior capacitação para furar poços, com novas perfuratrizes, mas também ampliando a capacidade de extensão.”

Em relação à construção de cisternas, Dilma disse que já foram entregues 270.611 novos poços para consumo humano e que o governo assume o compromisso de acelerar a entrega de 130 mil até julho e mais 110 mil até o fim do ano. Quanto às cisternas usadas na produção agrícola e pecuária, a presidenta disse que foram entregues 12.369. A meta de construir mais 27 mil, até 2014, foi ampliado para 67 mil.

“Consideramos que as cisternas de produção são estratégicas neste momento que vamos ter de iniciar dois processos, que é salvar os rebanhos existentes e se preparar para ter, de fato, uma estrutura mais robusta para não ter, a cada seca, uma perda de rebanhos como houve desta vez”, disse Dilma aos governadores dos estados do Nordeste, do Espírito Santo e de Minas Gerais, que compõem a Sudene.

A presidenta disse que os governos federal e estaduais precisam se preparar para o fato de a estiagem ainda durar algum tempo e as chuvas não voltarem a cair na intensidade necessária para a recuperação da atividade produtiva na região afetada. Por isso, ela disse que determinou à Agência Nacional de Águas (ANA) a construção de uma proposta para todos os municípios em situação crítica com recomendações emergenciais e estruturantes para a oferta e o uso de água.

“Nenhum de nós pode esperar que a seca perdure, ou aconteça, ou que esse fenômeno recorrente apareça para encarar o risco de desabastecimento de água. Todas as nossas ações têm de assumir esse cunho preventivo”, disse Dilma, acrescentando que o governo federal repassou R$ 60 milhões para a perfuração e recuperação de poços.

Dilma disse que as obras do PAC Semiárido terão a prioridade que a situação emergencial exige. “O governo federal vai tomar medidas de simplificação institucional, no que se refere à titularidade, ao licenciamento ambiental e também à liberação dos recursos.”

Ela também pediu maior sintonia dos governadores em relação às exigências dos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU), para dar mais agilidade às obras.

"Acho que seria importante que todos nós nos esforçássemos para construir um consenso não só entre nós, mas entre nós e os órgãos de controle, como é o caso do TCU e da CGU, sempre mantendo os critérios da transparência, correção e absoluta segurança no que se refere ao uso do último real naquelas medidas que são para beneficiar a população.”



Fonte: Femurn

Lei Carolina Dieckmann contra crimes cibernéticos passa a valer nesta terça. Veja o que muda


Entrou em vigor nesta terça (2), a lei contra crimes virtuais conhecida como “Lei Carolina Dieckmann”. A lei faz referência ao vazamento de fotos íntimas da atriz global, roubadas de seu computador e liberadas online. Agora, a legislação brasileira prevê pena de até 1 ano de prisão para quem invadir computadores e roubar dados alheios. É um marco na internet brasileira.
Depois do caso de Carolina Dieckmann, que aconteceu em maio do ano passado, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) conseguiu aprovar a lei na Câmara em novembro de 2012. Ela tipifica uma série de crimes cibernéticos envolvendo documentos e dados guardados em computadores e dispositivos móveis.
A pena prevista para quem “invadir dispositivo informático alheio”, de notebook a smartphone, com o fim de “obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa” é de 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa.
A mesma pena será aplicada a quem produzir, oferecer ou vender programas que permitam a invasão de sistemas e computadores alheios. Além disso, quem violar e-mails contendo informações sigilosas privadas ou comerciais pode ser condenado de 6 meses a 2 anos de prisão. A pena será aumentada em até dois terços se houver divulgação ou comercialização dos dados furtados. Quem interromper o serviço de internet de alguém também está sujeito a uma pena que varia de 1 a 3 anos de reclusão.
Quem se sentir prejudicado precisa prestar queixa à Polícia. [Com Agência Estado e Agência Câmara]


Fonte: ne10.uol.com

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Uern divulga resultado do Processo Seletivo Vocacionado 2013; confira


Resultado do vestibular foi publicado nesta segunda-feira (1º). Universidade tem campi em 17 cidades do Rio Grande do Norte.
A Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern) divulgou nesta segunda-feira (1º) o resultado do Processo Seletivo Vocacionado 2013. Ao todo, foram ofertadas 2.602 vagas. Destas, 50 são para o novo curso oferecido pela Instituição - o bacharelado em Ciência e Tecnologia, ofertado apenas no campi de Natal..


A Uern também disponibilizou a consulta ao Boletim de Desempenho no vestibular. Clique aqui e confira.

A Universidade tem campi em 17 cidades do Rio Grande do Norte: Mossoró, Natal, Assu, Pau dos Ferros, Patu, Caicó, Apodi, Caraúbas, Macau, Alexandria, Areia Branca, João Câmara, São Miguel, Touros, Umarizal, Nova Cruz e Santa Cruz.
As provas foram realizadas nos dias 3 e 4 de março deste ano.



Fonte: G1RN

Peixe que se estimava desaparecido há 70 milhões de anos, reaparece


Mergulhador se aproxima de exemplar de celacanto emimagem divulgada pelo museu francês (Foto: Divulgação/Laurent Ballesta/Museu Nacional de História Natural de Paris)

Grupo de pesquisadores quer mais detalhes sobre o 'gigante' celacanto.
Teoria de que espécie havia sido extinta há 70 milhões de anos caiu.


Na próxima sexta-feira (5), uma equipe de mergulhadores e cientistas franceses e sul-africanos iniciam uma expedição na África do Sul em busca do mítico peixe celacanto, que vive nas grandes profundezas e é considerado desaparecido há muito tempo.
A expedição Gombessa, como o celacanto é chamado localmente, está prevista para acontecer de 5 de abril a 15 de maio. A informação foi divulgada na última semana pelo Museu Nacional de História Natural (MNHN) de Paris.
Ela reunirá em torno do mergulhador e naturalista francês Laurent Ballesta uma equipe de mergulhadores especialmente treinados para alcançar grandes profundidades, cientistas do Instituto Sul-africano para a Biodiversidade Aquática (SAIAB) e seis cientistas do MNHN e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês (CNRS).
"Gigante pacífico de 2 metros de comprimento", o celacanto foi reencontrado em 1938, na costa leste da África do Sul. Nós acreditamos que tivesse desaparecido há 70 milhões de anos. "É considerada a grande descoberta zoológica do século XX", ressaltou o museu em um comunicado.
O celacanto "traz em si os traços da mudança dos peixes para os primeiros vertebrados terrestres de quatro patas": esboços de membros em quatro de suas nadadeiras e uma bolsa de ar que seria o vestígio de um pulmão primitivo. Ele é, segundo o museu, "a testemunha viva e inesperada da saída das águas há 370 milhões de anos".
Entretanto, ainda não há conhecimento científico sobre o modo de vida deste animal que vivia a mais de cem metros de profundidade. Para chegar até o peixe, a equipe deverá mergulhar diariamente em uma região denominada grutas de Jesser Canyon, na baía de Sodwana (Oceano Índico), a 120 metros de profundidade.
Assim que tiverem feito contato com o animal, eles colocarão em andamento os protocolos científicos concebidos pela equipe de cientistas do MNHN e do CNRS, chefiada pelo paleontólogo Gael Clément, e os biólogos sul-africanos Kerry Sink e Angus Paterson, acrescentou o Museu. A expedição poderá ser acompanhada a partir do dia 5 no site www.coelacanthe-projet-gombessa.com.



Da France Presse
Fonte: G1.COM

domingo, 31 de março de 2013

Páscoa: Porque muda-se a data a cada ano? Como se calcula a data da Páscoa?


Diferente do Natal e outras festas religiosas, a Páscoa muda a cada ano, entre 22 de março e 25 de abril. E a escolha dos dias foi definida após muita controvérsia.

Segundo a tradição cristã, a festa marca o dia da ressurreição de Cristo, em um domingo.
A Páscoa cristã tem relação com Páscoa judaica (o Pesach).
Para a tradição judaica, marca a fuga dos judeus do Egito, liderados por Moisés.
Mas por que elas não são celebradas do mesmo dia?

Raízes judaicas

Lutz Doering, professor da Universidade de Durham, na Grã-Bretanha, diz que há registros de que até o século 2 muitos cristãos celebravam a festa no dia 14 de Nisan do calendário judaico, mesma data do Pesach.
Doering explica que alguns grupos passaram a celebrar a Páscoa no domingo após o Pesach, “porque viam a data como independente, uma nova celebração ligada exclusivamente à ressurreição de Jesus”.
Convencionou-se então que a Páscoa seria celebrada no domingo após a primeira lua cheia da primavera, guiando-se pela data do equinócio.
O debate sobre a mudança foi documento por Eusébio, historiador romando e bispo de Cesareia, que narra os encontros entre diferentes grupos que queiram fazer prevalecer sua posição.
Ao fim, cada um continuou a celebrar na data que considerava correta, até o Primeiro Concílio de Niceia, em 325 d.C..
O concílio convocado pelo imperador Constantino foi uma tentativa de unificar as normas e a tradição cristã, que havia sido feita religião oficial do Império Romano em 312 d.C..
O concílio decidiu que todos os cristãos deveriam celebrar a Páscoa na mesma data e que esta seria separada do Pesach.

Festa móvel

Um problema em separar a Páscoa do Pesach foi como calcular a data da festa com antecedência, já que a astronomia romana não era tão desenvolvida e a festa estava relacionada ao ciclo lunar.
O astrônomo Robert Cockcroft, da Universidade McMaster, no Canadá, explica que o problema foi resolvido ao se ficar “datas eclesiásticas”, diferentes das datas astronômicas.
Fixou-se a Páscoa no primeiro domingo após a primeira lua cheia “eclesiástica” após o equinócio da primavera.
As datas “eclesiásticas” tendem a seguir o tempo lunar, mas excepcionalmente o Pesach e a Páscoa acabam sendo celebrados com uma distância maior.
“Se a lua cheia ocorrer durante o equinócio, os cálculos eclesiásticos tente a forçar a próxima lua cheia para determinar a data da Páscoa”, diz.

Julio e Gregório

A confusão para determinar a Páscoa ainda não ainda chegado ao fim.
Até 1582, usava-se na Europa o calendário juliano (em honra a Júlio César), baseado no ano solar.
“Contudo, o calendário juliano superestimava o ano solar em três dias, por quatro séculos”, conta.
A contagem equivocada fez a Páscoa ser celebrada no verão europeu no século 16.
Em 1582, o papa Gregório 18 resolveu corrigir o erro e estabeleceu um novo calendário, o gregoriano, em uso até hoje.
Os dias do ano foram limitados a 365 (366 nos anos bissextos) e foram “extintos” dez dias na contagem.
Quem dormiu na noite do dia 4 de outubro de 1582 acordou na manha do dia 15 de outubro, oficialmente.
O calendário, no entanto, não foi seguido por todos. Cristãos ortodoxos continuaram a usar o calendário juliano.
Com tanta mudança, a Páscoa é hoje celebrada em datas diferentes por judeus, católicos e cristãos ortodoxos.


Imagem ilustrativa
Fonte: BBC Brasil