segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Desenvolvimento do país depende da educação, diz presidenta


Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que o desenvolvimento do país depende da educação. No programa semanal Café com a Presidenta, ela destacou a democratização do acesso ao ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni). Juntas, as iniciativas contabilizam mais de 300 mil vagas abertas desde o início do ano.
“O desenvolvimento do país depende da educação e por isso esses programas são tão importantes, são tão estratégicos para o jovem, para a sua família e, sobretudo, para o Brasil”, disse. “Nossa intenção é garantir a todos os jovens que queiram frequentar a universidade uma chance, uma oportunidade”, completou.
Dilma lembrou que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) permite que o estudante financie até 100% da mensalidade, com juros de 3,4% ao ano. O programa prevê ainda que o aluno só comece a pagar o empréstimo um ano e meio após o término da faculdade. O prazo é três vezes mais que a duração do curso.
Além disso, segundo a presidenta, jovens que optarem por cursos de licenciatura ou de medicina e que forem trabalhar dando aulas em escolas públicas ou atendendo pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em locais em que há carência de médicos poderão ter o débito do Fies reduzido.
“A educação é a principal ferramenta para a conquista dos sonhos de cada um e também para que o Brasil continue crescendo, distribuindo renda, para que seja um país de oportunidade para todas as pessoas. Nada é mais importante que a educação quando se trata de distribuição de renda e de garantia de futuro”, concluiu Dilma.

Fonte: Agência Brasil

Em se plantando nada dá




A carta de Caminha estava errada. Plantar no Brasil foi bem mais complicado do que o patriotismo imagina.




Em 26 de abril de 1500, realizou-se a 1ª missa no Brasil. Em 1º de maio de 1500, foi a vez da 1ª ação de marketing. Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei dom Manuel o relato da viagem, com o seguinte trecho: “Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, assim frios e temperados (...) Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem”. Pois é, “em se plantando, tudo dá” é um erro de citação. Seja como for, o trecho é uma desculpa por não terem achado no que estavam realmente interessados - ouro, só encontrado 200 anos depois. Note a menção esquisita aos “ares frios e temperados” em Porto Seguro, na Bahia.

Apesar do otimismo, o fato é que quase nada que os portugueses entendiam por comida nascia no Brasil. Os portugueses até tentaram: em 1532, na 1ª expedição colonizadora, Martim Afonso de Souza plantou trigo em São Vicente. As plantas davam flores, mas murchavam sem grãos. As parreiras nasciam esquisitas, com uvas isoladas, e não rendiam vinho decente. Arroz nascia, mas pouco e em grãos pequenos. Os bois morriam ou passavam mal com o calor e não conseguiam se reproduzir. As terras brasileiras nunca tiveram problema de fertilidade. O caso sempre foi o clima e as decisões políticas. Parece contrassenso que não se consiga plantar algo que nasce no frio em regiões quentes: plantas vivem de sol. Isso acontece devido à fisiologia delas. “A planta detecta quando é época de dar flores de acordo com a diferença de duração do dia e da noite e pelo calor. Quando uma planta de clima temperado nasce nos trópicos, onde dias e noites são iguais ao longo do ano, não recebe esse sinal”, diz José Roberto Peres, da Embrapa.

Tempos de feijão, farinha e carne-seca

Os colonos portugueses se viravam com o que os índios conheciam: feijão, milho, mandioca, amendoim, batata-doce e pimenta e alguns produtos asiáticos que importaram, como coco, banana, manga e jaca. Na prática, a dieta era bem pobre. “A alimentação colonial era basicamente feijão, farinha e carne-seca”, diz o historiador Carlos Roberto Antunes dos Santos, da UFPR. Se você observar os pratos numa festa junina, pode ter uma ideia da dieta daquela época. Nas fazendas, plantar comida era secundário, só para o sustento. A estrutura agrícola era controlada pelo governo português. “Plantar alimentos aqui exigia o mesmo tipo de licença que para plantar cana”, diz Antunes. 

A cana era sinônimo de dinheiro, de bem exportável em forma de açúcar. Assim, o clima brasileiro e as prioridades da coroa favoreceram plantar aqui o que não podia ser plantado na Europa. Na expedição de Martim Afonso, chegou a cana-de-açúcar e o primeiro engenho foi instalado em São Vicente, em 1532. A cana, originária da Índia, foi a base da economia da colônia até tomar um baque dos holandeses, que ocuparam uma grande faixa do Nordeste de 1630 a 1654 e levaram consigo mudas para o Caribe, acabando com o monopólio. A partir de 1727, quando foi plantado no Pará, o café iria se tornar o principal produto de exportação do Brasil. Vindo da Etiópia, a planta prefere um clima um pouco mais ameno e terras altas – adaptou-se melhor a São Paulo, mudando o centro da economia do país.
Enfim, o arroz encontra o parceiro

No século 19, o Império decidiu trazer europeus para o país. O Brasil entraria em sua 2ª fase de produção agrícola. Os europeus trabalharam no café em São Paulo, mas, o que talvez seja mais importante, ocuparam terras quase selvagens no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, adequadas a produtos de clima temperado. E os italianos e alemães não precisaram, como os portugueses antes, abandonar totalmente seus hábitos alimentares. Pela 1ª vez, surgiram plantações em escala de alimentos para venda. Pão de trigo e macarrão entraram na dieta.

Cerveja passou a ser produzida no país. O arroz tornou-se a primeira parte do arroz com feijão. O arroz não tem problemas com o clima tropical, mas se desenvolve melhor em regiões alagadas. Era plantado desde tempos coloniais. Mas isso era feito no seco, o que só rende um terço do arroz alagado e resulta em grãos pequenos, que não ficam soltos quando cozidos. Para plantar em terras alagadas, é preciso áreas planas e amplas e um solo com camada impermeável a pouca profundidade. “Na maioria do país, o solo só vai ter essa camada impermeável a 1,80 m. No Rio Grande do Sul, a 30 cm. Por isso o arroz se deu melhor por lá”, diz Ariano de Magalhães Jr., engenheiro agrônomo da Embrapa.

“Ou o Brasil acaba com a saúva...”

Toda planta importada é uma invasora e pode acontecer duas coisas: a espécie não encontra predadores e doenças locais, o que faz com que se dê melhor no ambiente importado do que no original. Ou encontra predadores e doenças aos quais não está adaptada. A saúva (Atta spp.) foi a grande inimiga das plantas que chegaram ao Brasil. Em 1911, no romance O Triste Fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto faz seu personagem ter sua utopia rural frustrada por um ataque de saúvas. Em 1928, Mário de Andrade colocou na boca de Macunaíma: “Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são”. 

Em 1935, sob Getúlio Vargas, o Brasil decretou guerra à formiga. A Campanha Nacional Contra a Saúva tinha o lema “Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”. Foi a 1ª iniciativa científica do Estado em lidar com as condições agrícolas. Agrônomos testaram várias soluções, inclusive tatus para comer as saúvas (ideia descartada porque tatus são vetores de doenças). Decidiu-se pelo uso de inseticidas químicos, e isso incentivou a indústria nacional. A saúva é um problema ainda hoje, em escala menor, mas Vargas dava o primeiro passo para implementar no Brasil o que seria chamada de Revolução Verde.

Comendo a vaca sagrada

Com a população aumentando, a demanda por carne também cresceu. O gado europeu, trazido desde o 1º momento da colonização, não era bem adaptado. Em 1904, um boi tido por pronto para o abate, aos 8 anos, pesava 150 kg. Hoje, uma raça considerada média pela Embrapa é abatida entre 450 e 500 kg. Em 1874, Henrique Hermeto de Carneiro Leão, o barão de Paraná, importou do zoológico de Londres um casal de gado indiano – o zebu, que se diferencia do gado europeu por ter corcova, o cupim. Logo se percebeu que as vacas da Índia se adaptavam muito melhor ao clima do Brasil. No início do século 20, produtores brasileiros trataram de importar animais da Índia, mas havia um probleminha: lá as vacas são sagradas, e eles não venderiam seus ancestrais reencarnados para comedores de carne. Os indianos vendiam suas vacas para estrangeiros desde que para zoológicos e circos. Assim, os fazendeiros brasileiros foram atrás dos criadores indianos que haviam vendido para zoos europeus e trouxeram as vacas para cá. Se você come bife, está comendo vacas sagradas. Só a raça nelore, importada da província de Nellore (em Andhra Pradesh), é responsável por 80% da carne consumida no país.

Vinho nordestino

A partir dos anos 1960, e com mais intensidade após a fundação da Embrapa, em 1972, a prioridade passou a ser aumentar a produção e ocupar regiões antes pouco utilizadas para a produção de alimentos – isto é, quase todo o país, sua região tropical. Um caso emblemático foi a soja. Trazida dos Estados Unidos no século 19 e usada basicamente para alimentar o gado, é uma cultura asiática de clima temperado que se adaptou ao sul do país. Por meio de seleção de espécimes menos sensíveis ao calor e pela falta de estações no ano, a partir dos anos 1970, começou a ser plantada no Centro-Oeste. A produção de soja passou de 1 milhão de toneladas, em 1979, para 57 milhões, em 2009, dos quais 18 milhões foram apenas no Mato Grosso (quase o dobro de Paraná e Rio Grande do Sul, os outros estados com mais plantações). Segundo o agrônomo Roberto Peres, da Embrapa, o trigo também já está pronto para conquistar o cerrado. O Nordeste também não passou despercebido. Nos anos 1960, sob o comando do economista Celso Furtado, foi feito um levantamento das regiões cultiváveis do semiárido.

A soja brota no calor

A partir dos anos 1980, frutas como o melão passaram a ser produzidas no Nordeste, e hoje já começam a ser plantadas outras de clima temperado, como maçãs, peras e caquis ou, o mais surpreendente, uvas para vinho - que precisam de condições muito específicas de sol e frio para dar certo. As plantas exigem frio, e não apenas estações do ano, para produzir um hormônio de crescimento chamado cianamida hidrogenada. Para plantar no Nordeste, os produtores precisam podar as plantas e aplicar o hormônio manualmente. Com os avanços tecnológicos, o que era maldição pode se tornar benesse. Segundo Manuel Abílio de Queiroz, professor de agronomia na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), como não há estações do ano, é possível plantar em qualquer época, por demanda. “O agricultor pode até mesmo plantar por encomenda. A colheita passa a responder ao mercado, e não ao clima.” É um futuro promissor para o semiárido.

O fungo que domou Ford

Nativa da Amazônia, a seringueira (Hevea brasiliensis) era conhecida dos europeus desde o século 18. Mas, quando Charles Goodyear inventou a borracha vulcanizada, em 1839, criando um novo material com base no látex, o interesse pela planta explodiu. Usada dos pneus à vedação em válvulas hidráulicas de motores a vapor, a borracha se tornou um dos insumos fundamentais da Revolução Industrial, juntamente com o aço e o carvão. Data-se o início do ciclo da borracha em 1879, quando as exportações atingiram 10 mil toneladas, mas o fim já estava decretado antes do princípio. Em 1876, o inglês Henry Wickam havia levado 70 mil sementes para a Inglaterra a fim de serem estudadas por botânicos. Em 1895, passaram a ser plantadas na Ásia. Em 1900, o Brasil controlava 95% da produção de borracha. Em 1910, 50%. Em 1918, 20%. E, em 1940, 1,3%. Em 1928, Henry Ford tentou ressuscitar a borracha brasileira para produzir pneus para seus carros. Adquiriu 10 mil km² de terras perto de Santarém (PA) e criou Fordlândia, uma colônia com casas ao estilo dos subúrbios americanos. Logo descobriu o que tornava tão mais barata a borracha asiática: plantando as árvores lado a lado, elas foram devoradas por um fungo que não existe na Ásia. Fordlândia durou até 1945, por causa da 2ª Guerra, com os japoneses tomando posse da Malásia e dando uma sobrevida artificial à indústria de borracha do Brasil. Hoje, o Brasil importa dois terços da borracha que consome. Do que nasce aqui, 60% é produzida no estado de São Paulo.

Celeiro do mundo sob suspeita

Parece um final feliz? Bem, nem todos concordam. O movimento pelos orgânicos rejeita diversas tecnologias modernas de agricultura, principalmente agrotóxicos e transgênicos - o 1º algo que permite vencer a saúva no Brasil e o 2º uma possibilidade para a adaptação de mais culturas. O Greenpeace vem denunciando a soja como a nova vilã do desmatamento no país e realiza ações como a de 2006, na Holanda, que tentou barrar a entrada de soja brasileira produzida na Amazônia. O agronegócio também é tido como vilão para certos movimentos sociais. Ainda que hoje o forte do Brasil seja a produção de alimentos, a estrutura fundiária permanece concentrada em grandes fazendas e, em muitos casos, sob a coordenação de grupos multinacionais, como a Cargill e a Monsanto, que fornecem sementes transgênicas, insumos e todo o plano de produção. Não há como pequenos produtores bancarem as máquinas e a extensão de terras necessárias para produzir a preços competitivos. Conflitos rurais mataram 34 pessoas em 2010, segundo a Comissão Pastoral da Terra. De 1995 a 2010, 38 769 trabalhadores foram resgatados de fazendas em trabalho em condições análogas às da escravidão. O agronegócio respondeu por 37,9% das exportações do Brasil em 2010, dos quais a soja, sozinha, respondeu por 8,5% (dados dos ministérios do Desenvolvimento e da Agricultura). Depois de 5 séculos, o país finalmente tem condições de cumprir a profecia de Caminha e se tornar o “celeiro do mundo”. Será uma bênção ou uma maldição?



texto Fábio Marton / Design Leandro Guima / ilustrações clouds4sale  em 30/11/2011

Fonte: Aventuras na História

domingo, 15 de janeiro de 2012

Santo Antônio/RN: Sorteio beneficente para compra da sanfona do SANFONEIRO MIÚDO.

Lenilso e seu pai, Miúdo sanfoneiro


O sorteio beneficente para compra da sanfona do SANFONEIRO MIÚDO realizado neste sábado, dia 14 de janeiro de 2012 no antigo pavilhão de Santo Antônio/RN, superou todas as expectativas.
A meta era alcançar a quantia de R$: 5.800,00 para compra da sanfona e essa meta foi alcançada
com sobra, a qual por informação do Lenilson Mascena, filho de Miúdo, também vai dar para
comprar um novo Zabumba, um novo triângulo e um novo pandeiro.
Através de nosso blog, a família de Miúdo Sanfoneiro vem agradecer a todos que contribuíram com a venda, compra de cartelas, campanha de arrecação, parte publicitária, apoio na realização do evento, doações no momento do evento e também para aqueles que ainda se prontificaram a dar as suas contribuições.
Depois do sorteio tivemos um belíssimo show de forró pé de serra que contou com vários artistas da terra: Miúdo (os 3 do Agreste), Bastião Sanfoneiro, Lenilson Mascena, Geraldo Neto, Lenildo Show, Íveli Raquel e Willian show. Na verdade uma noite e um momento inesquecível.
Pra fortalecer mais ainda o agradecimento da família, foi marcado outro forró pé de serra no mesmo local do sorteio para 15 dias após o carnaval (sábado) inteiramente grátis.
O nosso muito obrigado a todos... Deus é pai e é sempre Fiel.
A família Mascena ainda aproveita para mandar um recado para o nosso amigo BUDICO PANDEIRISTA, músico de nossa terra que também está sempre com o seu instrumento e estava presente no evento:
O SEU PANDEIRO VAI VIM JUNTO COM A SANFONA DE MIÚDO. Valeu gente! muita emoção e agradecimento a DEUS e a todos.









Fonte: Santo Antonio Minha Cidade

Possibilidade de aumento para servidor público só em 2013

Imagem Ilustrativa

Brasília - A pré-anunciada greve geral do funcionalismo por reajuste salarial, que pode mobilizar até 1 milhão de trabalhadores e deve ocorrer em abril, parece não assustar o governo federal. O secretário de Recursos Humanos, do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, afirmou que a mobilização é "natural" visto que as classes sindicais unificam um grupo grande de funcionários públicos da União.

De qualquer forma, ciente da importância do nível de relacionamento e diálogo com o funcionalismo e dos prejuízos de uma greve para a população, o governo vai criar uma nova secretaria exclusivamente para intermediar os debates com as centrais sindicais.

"Achamos natural. É o papel do sindicato mobilizar mesmo, já esperávamos que acontecesse, todo ano acontece. O que vai evitar o conflito é termos instrumentos adequados para tratar isso e o instrumento mais adequado é a negociação. Estamos preparados para negociar, para ouvir, fazendo o exercício exaustivo do diálogo, para evitar que o conflito chegue no limite, que é a greve. Temos competência política para chegar a um entendimento com as entidades sindicais dos servidores federais", ponderou.

No entanto, as propostas de aumento, caso sejam aceitas, só devem ser concretizadas na folha de pagamento de 2013. "Negociamos em um ano o Orçamento do ano seguinte. As negociações de 2011 foram fechadas em 31 de agosto, o que inclui gastos com pessoal para o exercício seguinte. Gastos com pessoal para 2012 já estão definidos, todas as negociações [a partir de agora] serão para o Orçamento de 2013", disse. Atualmente, o gasto com pessoal custa R$ 7 bilhões mensais das contas federais.

Durante o diálogo exaustivo entre governo e sindicatos, a cautela deverá dar o tom das negociações. Não vai ser fácil fazer com que o Palácio do Planalto abra a carteira neste momento de incertezas em relação à crise econômica internacional. "A crise impôs uma medida ainda mais cautelosa. O aperto de cinto tem a ver com a capacidade do país de fazer o que precisa ser feito na medida certa. Precisamos conciliar planejamento da reorganização da força de trabalho, da renovação ao longo do tempo, valorização das carreiras públicas. Em tudo isso, a conta é a mesma, gasto de pessoal, não é só reajuste salarial", justificou.

Caso as negociações não cheguem a um entendimento comum, as greves trabalhistas serão tratadas de maneira firme. "Nós respeitamos o direito de greve, mas os sindicatos sabem que esse direito não pode ser exercido ao arrepio de um direito maior que é o direito da sociedade, que não pode sofrer prejuízo irrecuperável em função da greve. Se fizer greve [o funcionalismo público], vai ser cortado o ponto", disse Duvanier.

Para intermediar os debates com as centrais sindicais, uma nova secretaria será criada. A atual Secretaria de Recursos Humanos será extinta e dará espaço à Secretaria de Relações do Trabalho, que manterá Duvanier Paiva como titular. "Será uma secretaria só para cuidar da negociação, do relacionamento com novos instrumentos de diálogo com o funcionalismo. Também vem para consolidar a conversa como processo permanente. Em determinados períodos do ano, as negociações tomam 80% do meu tempo como secretário", disse.



Com informações da Agência Brasil.

IBGE adapta cálculo da inflação a estilo de vida do brasileiro


A revisão do cálculo passou a vigorar na última quarta-feira (11) para adequar a importância de alguns produtos e serviços na fórmula.



A partir deste ano, o chope, o bacalhau, o chuchu e a máquina de costura não pesam mais na inflação. O órgão do governo responsável pelo cálculo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), retirou da conta esses e mais 48 itens. Por outro lado, acrescentou 32, como o salmão, o morango, o chuveiro elétrico e o telefone com internet.

As mudanças no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – divulgado mensalmente pelo IBGE e referência para as metas de inflação estipuladas pelo governo – foram promovidas para adequar o cálculo aos hábitos de consumo dos brasileiros. 

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009, muita coisa mudou desde 2006, quando o IPCA foi atualizado pela última vez.

A revisão do cálculo passou a vigorar na última quarta-feira (11) para adequar a importância de alguns produtos e serviços na fórmula, mas as alterações já haviam sido anunciadas pelo IBGE no ano passado. 

Com o anúncio, antes mesmo que o IPCA passasse a ser calculado pela nova fórmula, instituições financeiras reduziram as projeções da inflação para 2012, como o Banco Itaú, que reajustou a previsão de 5,75% para 5,25%, e a consultora Sul América Investimentos, que cortou de 5,3% para 5%.

Entre 2008 e 2009, segundo a POF – que serviu de base para as alterações –, o brasileiro passou a consumir mais salmão, DVDs e celulares com internet, por exemplo. Em função disso, eletroeletrônicos e energia elétrica estão entre os itens que ganharam mais importância no cálculo, assim como os gastos com veículos próprios, que ficaram mais baratos nos últimos anos.

"Há dez anos, ninguém usava internet. Boa parcela da população não viaja de avião, não tinha uma despesa tão elevada com automóveis e celular. A sociedade mudou. Por isso, a revisão", destacou o economista-chefe da Sul América, Newton Rosa. Segundo ele, a diminuição de pesos de alguns itens, como alimentos, foi a principal responsável pela revisão da projeção para 2012.

Por outro lado, perdeu importância, na cesta do consumidor, gastos com transporte público, alimentos e bebidas, recreação e empregados domésticos. Educação também perdeu peso no novo cálculo do IPCA, o que gerou polêmica diante da alta de preços do setor de serviços e da maior entrada de jovens, principalmente, em universidades privadas no país.

O economista-chefe da agência de risco Austin Ratings, Alex Agostini, ressalta que, em relação aos empregados, a perda de importância não significa que o serviço ficou mais barato. Pelo contrário, em função da menor disponibilidade de mão de obra e a consequente alta dos salários, o brasileiro está abrindo mão do serviço. "Está caro sim. Aí, gastamos menos", afirmou Agostini.

Desde a criação do IPCA em 1979, o índice foi atualizado cinco vezes. Há 20 anos, entravam na conta os preços de máquinas de escrever, videocassete, disco, fita cassete e de enceradeiras. Esses itens foram retirados do cálculo do indicador, que, a partir de agora, também vai incorporar as despesas dos brasileiros com chuveiro elétrico, fralda descartável e TV por assinatura com internet.

Com base no novo cálculo de 365 itens, o IBGE deve divulgar, no dia 10 de fevereiro, o IPCA da inflação de janeiro deste ano. A meta do governo para 2012 é que o índice fique abaixo de 5%, menor que o de 2011. No ano passado, o IPCA ficou em 6,5%, o mais alto desde 2004 e acima da meta estabelecida de 4,5%, mas ainda no máximo previsto que é de dois pontos percentuais acima.



Fonte: Nominuto.Com